O que sabemos até agora sobre o turismo espacial

Interior da cápsula New Shepard, da Blue Origin, para seis pessoas. (Foto: Reprodução)

A 82 mil metros de altitude, os pilotos Mark Stucky e Frederick Sturckow, a bordo da aeronave VSS Unity, da Virgin Galactic, nesta semana, não observavam apenas a curvatura da Terra. Viam ressurgir no horizonte as expectativas em relação ao turismo espacial e às viagens suborbitais a lazer. Tema que movimenta uma nova e intensa corrida espacial envolvendo empresas como a Blue Origin, de Jeff Bezos, e a SpaceX, de Elon Musk, além da própria Virgin Galactic, de Richard Branson.

O teste bem-sucedido da VSS Unity representou um marco nessa modalidade turística ainda com cara de ficção científica. Depois de tentativas fracassadas (inclusive com acidentes fatais, em 2007 e 2014), a aeronave modelo SpaceShipTwo chegou a uma altura já considerada área espacial e pousou em segurança, no Deserto de Mojave, na Califórnia, uma hora após a decolagem.

Foi o suficiente para que o dono da Virgin Galactic, o bilionário britânico Richard Branson, garantisse que os primeiros voos com passageiros acontecerão já em março de 2019. Uma previsão um tanto fora de órbita, acredita Marcos Palhares, sócio da Agência Marcos Pontes, uma das três no Brasil autorizadas a comercializar os pacotes da empresa americana (as outras são Teresa Perez e GSP Travel).

“Pessoalmente, acho que isso é uma coisa para 2021. Foram ainda poucos testes de voo. Por outro lado, algumas metas estabelecidas têm sido superadas, como essa própria altitude atingida semana passada, o que nos deixa animados”, disse Palhares, ele mesmo uma das mais de 600 pessoas que já pagaram US$ 250 mil pela experiência, que durará 90 minutos, entre decolagem e pouso.

Cada voo terá seis passageiros e dois tripulantes. Palhares é o número 469 na fila que tem nomes como o ator Leonardo DiCaprio e o cantor Justin Bieber.

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De balão, cápsula ou nave futurista

Antes de chegar ao espaço, a SpaceShipTwo da Virgin Galactic foi transportada por um avião especial até 45 mil pés de altura (cerca de 13,7 mil metros). O modelo é um dos muitos propostos pelas empresas envolvidas na corrida do turismo espacial.

A experiência capitaneada pela Blue Origin, do fundador da Amazon, Jeff Bezos, aproxima-se mais da vivida por astronautas de verdade. Os passageiros serão lançados ao espaço em uma cápsula para seis pessoas e com amplas janelas, impulsionada por um foguete. Após 11 minutos em órbita, quando os viajantes poderiam se soltar das poltronas para sentirem a gravidade zero, a cápsula retornará à superfície, com paraquedas auxiliando na descida.

O conjunto, batizado de New Shepard, já atingiu a altura de 93 mil metros em voos não tripulados – os testes com pilotos devem começar em junho de 2019. Os bilhetes poderão custar entre US$ 200 mil e US$ 300 mil.

Quem tiver “apenas” US$ 75 mil para investir pode escolher a World View Enterprises, que planeja levar turistas a mais de 30 mil metros de altura, na fronteira da estratosfera terrestre, a bordo de um módulo, o Voyager, puxado por um balão.

As viagens serão bem mais suaves que as da concorrência, – ao contrário da Virgin e da Blue Origin, nenhum treinamento prévio será exigido. A duração deverá ser de cinco horas, com subida e descida lentas, com direito até a bebidas a bordo. Mas ainda não há previsão de embarques.

O turismo sideral se mostra promissor até para quem já está no mercado aeroespacial, como é o caso da Boeing e da SpaceX, que já desenvolvem foguetes, veículos e módulos para órgãos como a Nasa.

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Ambas dedicam parte de seus esforços a criar projetos para viagens espaciais de lazer. A SpaceX, de Elon Musk, aliás, já prometeu levar passageiros à Lua e até mesmo a Marte a bordo de seu BFR, um foguete com cara de ônibus espacial, na próxima década.

As promessas empolgam, mas nem todo empreendimento turístico espacial decola. O caso célebre é o da XCOR, uma das primeiras a vender passagens para voos suborbitais, que partiriam de uma base em Curaçao. Por problemas financeiros, porém, a companhia fechou as portas em 2017, após anos de testes, deixando dezenas de possíveis astronautas apenas olhando para as estrelas.

O Sul

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