92% dos resíduos sólidos produzidos na Arena voltam a ser matéria-prima

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Sistema de descarte correto proporciona que resíduos produzidos em dias de jogos voltem para o mercado, transformando-se em sacos, sacolas plásticas e caixas.(Crédito: Vivian Leal/ Divulgação).

Felicidade, raiva, esperança e alegria. Uma partida de futebol produz diversas emoções e sentimentos em quem assiste ao espetáculo in loco. O que poucas pessoas percebem é a quantidade de resíduos que ficam dentro do estádio após o jogo. Consciente quanto à necessidade de diminuição dos impactos ambientais, a Arena do Grêmio investe na destinação correta de recicláveis e orgânicos através da gestão de resíduos, ferramenta que permite a reciclagem de até 92% destes.

“Temos um trabalho quase artesanal para tratar este resíduo de uma forma diferente. É feita uma separação manual por classificação, entre papel, metal, vidro, isopor e plástico. Após esse processo, o material é enfardado e vai para o destino correto. Depois, tudo que foi coletado volta para o mercado em forma de folhas recicláveis, sacos e sacolas plásticas”, explica o Diretor de Operações da empresa Safe, Leandro Gomes, responsável técnico pela gestão de resíduos na Arena.

Em todo complexo multiuso, mais de 2.300 lixeiras para descarte de copos, porta-lanches de papel, guardanapos, garrafas de água e refrigerante, e orgânicos. Ao final, tudo é direcionado para containers, com 35 metros cúbicos de capacidade. “Não temos uma quantidade fixa de contêineres, tudo depende da partida, condições climáticas e horários. No último jogo do ano, entre Grêmio e Corinthians, que tivemos um público de acima de 40.000 pessoas, retiramos 3,01 toneladas de resíduos”, afirma Andréia Souza, colaboradora da Arena responsável pela supervisão do contrato com a Safe.

A partir da quantidade total de resíduos, é possível estipular a produção de cada pessoa que esteve no estádio para a partida. “Essa média reduziu muito porque as pessoas estão consumindo menos. Mas, individualmente, são cerca de 200g por pessoa”, destaca Leandro. O processo, que mobiliza mais de 100 profissionais, inicia na manhã do dia seguinte ao jogo e o montante deve ser retirado da Arena até às 17h do mesmo dia, para evitar contaminações. Logo após, o material é enviado para uma empresa de triagem, que separa e destina os resíduos para a recicladora adequada.

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Resíduos pluviais

Além do investimento em reciclagem de sólidos, a Arena do Grêmio também possui um sistema de reaproveitamento da água da chuva que, atualmente conta com reservatórios com capacidade total de 480 mil litros de água. A partir das próximas semanas, esse sistema será ampliado e os reservatórios passarão a ter capacidade de armazenamento de 570 mil litros, que serão utilizados em banheiros, limpeza e sistema de irrigação.

O Sul

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