A insuficiência cardíaca avançada mata milhões de pessoas anualmente.

Fotos: HCI

O Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) através dos médicos cardiologistas do Instituto do Coração Silvana Agnolleto Berwanger e Dante Thomé da Cruz, com apoio da educação continuada do hospital, trouxe uma capacitação em Insuficiência Cardíaca Avançada e Dispositivos de Assistência Ventricular Mecânica (HEARTMATE II).  O evento no auditório da instituição contou com profissionais da área da saúde, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas. A capacitação foi ministrada pela equipe técnica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) composta pela médica Grazziela Torres, enfermeira Dayanna Lemos e as fisioterapeutas Fernanda dos Santos e Janayna Quadros.

A insuficiência cardíaca avançada mata milhões de pessoas anualmente, necessita mais empenho do que o tratamento medicamentoso. No ano de 1967 teve o primeiro transplante no mundo que é a abordagem cirúrgica definitiva padrão ouro atual no tratamento destes pacientes.  “ Nas primeiras décadas não evoluiu muito principalmente devido a rejeição, que mudou drasticamente após o surgimento da ciclosporina e a sua disponibilização em 1979. Já nos anos 90 desenvolve-se os primeiros dispositivos para assistência ventricular implantáveis. Pouco conhecidos no nosso meio devido ao custo elevados, mas mundialmente utilizados”, explica a médica do Incor-HCI.  Segundo o oitavo registro INTERMACS, foram mais de 20 mil implantes em 180 hospitais entre 2006 e 2016.

A ideia da  capacitação foi preparar os profissionais de saúde de Ijuí, para receberem uma paciente do município que implantou em São Paulo, um dispositivo de assistência ventricular mecânica. Conforme explica a médica Silvana Agnolleto Berwanger, a paciente tem 50 anos, ficou internada no HCI durante 40 dias, recebendo medicações e aguardando transferência, pois apresentava insuficiência cardíaca avançada. A equipe da cardiologia do HCI encaminhou-a para o Hospital de Clínicas de Porto Alegre(HCPA), onde recebeu avaliação para transplante cardíaco, o qual foi contra indicado. O caminho para ela, foi implantar um dispositivo de assistência ventricular (HEARTMATE II), para isto ela foi transferida para o Hospital Sírio Libanês em São Paulo, que conta com o programa Coração Novo,  o qual possibilita o implante destes dispositivos para pacientes do Sistema Único de Saúde-SUS.

“Este dispositivo é implantado na saída do ventrículo esquerdo e bombeia sangue para aorta, fazendo a função do ventrículo esquerdo, não se trata de um coração artificial, pois o coração do paciente permanece e somente uma parte recebe ajuda. Este dispositivo melhora a qualidade de vida do paciente e suas perspectivas. É indicado quando o coração do paciente apresenta insuficiência cardíaca avançada e pode ser utilizado até o coração recuperar-se, como uma ponte para o transplante cardíaco ou como terapia de destino, ou seja, terapia final”,  explica a médica especialista.  No estado é a segunda paciente a utilizar esta tecnologia e agora, depois de seis meses de internação hospitalar, ela retorna para casa.  Recentemente, a médica  Silvana Agnolleto Berwanger  e o médico Dante Thomé da Cruz realizaram uma capacitação no renomado Hospital Sírio Libanês em São Paulo para diagnosticar, acompanhar e indicar a possível terapia.

Fonte: HCI

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