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Esporte

Adiar a Copa América fez Conmebol escapar de problema como o do COI em Tóquio, diz analista

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© Folhapress / Richard Ducker / FramePhot

O avanço do novo coronavírus na América do Sul fez a edição 2020 da Copa América ser adiada para 2021. A decisão da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) era esperada e vai na contramão da “dor de cabeça” que repousa nas mãos do Comitê Olímpico Internacional (COI), segundo um analista ouvido pela Sputnik Brasil.

A tradicional competição de países sul-americanos aconteceria neste ano na Argentina e na Colômbia, porém a disseminação do COVID-19 pelo mundo e seus reflexos na sociedade não deixaram o esporte – por consequência, o futebol – de fora da onda de cancelamentos e adiamentos. Horas depois, também nesta semana, a UEFA também adiou a Eurocopa, torneio de seleções do Velho Continente.

Em entrevista à Sputnik Brasil, o coordenador acadêmico do Programa Executivo FGV/FIFA/CIES (Centro Internacional de Estudos do Esporte), Pedro Trengrouse, destacou que as entidades esportivas como a Conmebol e a UEFA tomaram uma decisão que, diante da incerteza em torno do futuro a curto prazo, lhes permite ganhar fôlego.

“Aquelas entidades que adiaram eventos terão mais tempo para se preparar, para se reorganizar. Agora, aqueles que apostam na solução mais rápida dessa questão de saúde e mantenham os seus eventos para julho, agosto, talvez tenham de rever a decisão em breve porque determinadas questões não são decididas por uma, duas, três pessoas, mas sim pela conjuntura, pelo governo dos países envolvidos”, avaliou.

Trengrouse falava mais especificamente de outro evento esportivo previsto para este ano e que segue sendo garantido pelas autoridades esportivas: os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, previstos para acontecer em alguns meses em uma nação que ainda tenta estabilizar a situação do novo coronavírus em seu território, que fica não muito distante da China, epicentro da pandemia mundial.

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Questionado pela Sputnik Brasil se a transferência de cidade resolveria a questão das Olimpíadas em um cenário mais extremo, o professor da FGV demonstrou ceticismo, uma vez que a questão é muito mais ampla do que o escopo de parte da sociedade parece querer acreditar.

“A transferência de cidade eu não sei se resolve o problema. A gente espera que até lá essa situação já esteja contornada. É óbvio que o impacto na preparação dos atletas já existe, mas havendo condição de realização dos jogos eu não vejo porque não realizá-los porque o impacto na preparação foi para todo mundo. Então todo mundo está nas mesmas condições em tese”, explicou.

“O que adianta querer manter os Jogos Olímpicos se as pessoas não puderem viajar para ver? O que adianta manter os Jogos Olímpicos se o Japão decretar um estado de emergência, de calamidade e impedir os eventos de acontecerem lá? Então a situação que temos hoje é muito instável, cada vez que a gente olha está de um jeito. Pode ser que a decisão de manter os Jogos seja revista pelo próprio COI ou se tornará obrigatória a revisão em razão do cancelamento dos voos, em razão de uma postura do governo dos próprios países, ou do governo do próprio Japão, sede dos Jogos”, acrescentou.

O analista ouvido pela Sputnik Brasil alertou ainda que, em sua opinião, é difícil definir os impactos da pandemia no esporte ou quanto tempo isso ainda possa afetar atletas, técnicos e torcedores. Contudo, em uma situação que ele prevê que será de “mais falências do que falecidos”, referindo-se às quebras que estão sendo esperadas na economia, o foco deve ir além da economia.

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“A gente enfrenta uma crise de liquidez e ela vai atrapalhar nos pagamentos dos salários de toda a cadeia produtiva da indústria do entretenimento, o que tem reflexos em todos os arranjos produtivos que, imagina, as pessoas que não recebem os seus salários não consomem; os impostos que não são pagos neste momento em que o Estado tem que gastar ainda mais, principalmente com saúde mas também com pacotes de estímulo à economia, então essa crise que a gente vive é muito grande. A gente vai ter mais falidos do que falecidos e isso também precisa ser considerado. Agora não tem a menor dúvida que neste momento a maior prioridade é a vida e isso não pode ser jogado ao segundo plano. Nós temos que cuidar das pessoas”, sentenciou.

//Sputniknews

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Esporte

Após temporada adiada por conta do novo coronavírus, meia Tiago Real relata situação no Bahrein

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Foto: Divulgação/Al-Muharraq

Localizada na região do Golfo Pérsico, ao leste da Arábia Saudita e a noroeste do Catar, Bahrein é um arquipélago de trinta e cinco ilhas. Com uma área equivalente à metade da cidade de São Paulo, tem uma população de apenas 1,5 milhão de habitantes.

É lá que o brasileiro Tiago Real vive. Natural de Curitiba, Paraná, o experiente meia de 31 anos acumula passagens por equipes como Coritiba, Joinville, Palmeiras, Náutico, Goiás, Bahia, Vitória e Ponte Preta. Hoje, vivendo a sua primeira experiência fora do Brasil, defende o Al-Muharraq, do Bahrein.

O jogador encerrou, na última semana, a sua primeira temporada no país. Os números são extremamente positivos. Em 21 jogos disputados, foram 15 vitórias, três empates e outras três derrotas, aproveitamento de 76,19%. Além disso, marcou oito gols e deu sete assistências. A equipe do brasileiro é uma das fortes candidatas ao titulo do campeonato nacional e da copa.

No entanto, assim como o restante do mundo, por lá, as competições foram afetadas por conta do novo coronavírus. “Nós já vínhamos jogando com portões fechados e, como já estávamos mais para o fim da temporada, foi decidido por adiar os campeonatos. Todos os atletas foram liberados. Com isso, os jogos que faltavam ficarão para o mês de julho e, na sequência, em agosto, já começaremos a temporada 2020-2021”, revelou o atleta, que está próximo de completar 400 jogos como profissional.

Sobre o coronavírus, a situação no país é relativamente segura, é o que garante o meia. “Aqui começou há um mês, no final de fevereiro. Por precaução, o Rei decretou o fechamento das escolas e orientou a população sobre os cuidados com o vírus. Na semana passada foi quando ficou mais séria a situação, por conta da morte de um casal. A partir desse momento, o Rei decidiu tomar medidas mais drásticas como o fechamento de vários estabelecimentos comerciais e a suspensão dos campeonatos esportivos. Pelo o que nos passam aqui, o vírus está bem controlado, são pouco mais de 250 casos no país. O trabalho está sendo bem feito e o cuidado é bem grande. Ainda mais aqui que estamos em uma ilha, pode ser muito perigoso se a situação sair do controle”, concluiu.

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Esporte

Gauchão é suspenso por tempo indeterminado

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Depois da primeira paralisação do Gauchão proposta por 15 dias, uma reunião na tarde desta quinta-feira (26) envolvendo a Federação Gaúcha de Futebol e os clubes gaúchos da elite, o Campeonato Gaúcho está paralisado por tempo indeterminado. Uma nova reunião para definir o futuro da competição foi agendada para 20/04. Com a definição a Dupla Grenal deve dar férias entre 01/04 e 20/04.

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Esporte

Conmebol disponibiliza adiantamento de até 60% em valor de premiação para clubes na Libertadores e Sul-Americana

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Medida visa ajudar a situação financeira dos clubes em virtude do Covid-19 Foto: (Divulgação/Conmebol)

A Conmebol informou, nesta quinta-feira, que irá disponibilizar o aditamento de até 60% do valor da premiação dos direitos de participação aos clubes que estão disputando a fase de grupos da Copa Libertadores ou a segunda fase da Sul-Americana. A medida é para que os times planejem suas condições financeiras em virtude do cenário de coronavírus.

Entre os times que serão beneficiados estão Grêmio e Inter, que poderão receber de forma antecipada cerca de US$ 1,8 milhão (aproximadamente R$ 9 milhões). O montante equivale aos 60% dos US$ 3 milhões de premiação pelos jogos como mandante, ao fim da fase de grupos. A Libertadores está suspensa até o dia 5 de maio.

“Situações como essa exigem respostas rápidas e excepcionais, com o objetivo tanto de preservar a saúde da grande família do futebol sul-americano quanto para reduzir, na medida do possível, o impacto econômico da interrupção das competições”, declarou o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, em uma carta dirigida aos presidentes das Associações Membro.

Os clubes que desejarem utilizar essa prerrogativa deverão enviar uma solicitação através de cada Associação Membro, que por sua vez irá gestionar diretamente para a entidade.

 

* Por supervisão de: Marjana Vargas

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