Angra dos Reis avalia pedir desligamento das usinas nucleares por impossibilidade de realizar plano de evacuação

Em caso de acidente nuclear, plano deve ser seguido à risca, com rotas de fuga pelas estradas. (Foto: Divulgação)

O prefeito de Angra dos Reis, Fernando Jordão, avalia pedir o desligamento das Usinas Nucleares Angra 1 e 2, pela impossibilidade de executar o plano de emergência no município, em caso de acidente, por causa da falta de combustível. Caso aconteça algum problema nas usinas, existe um plano de evacuação traçado, que deve ser seguido à risca pelos moradores da região, com rotas de fuga pelas estradas, o que está comprometido pela impossibilidade de se usar os veículos.

A informação foi divulgada em nota, pela prefeitura de Angra – que está em estado de emergência pública, decretado no sábado (26). No momento, em Angra dos Reis, todos os postos de abastecimento estão sem gasolina, etanol ou diesel, segundo a prefeitura.

Jordão informou que, se Angra não tiver prioridade no abastecimento de combustível para que se possa exercer o plano de emergência das usinas nucleares, será pedido o desligamento de Angra 1e Angra 2.

Eletronuclear

A Eletronuclear respondeu em nota que não há qualquer comprometimento em relação à segurança da central nuclear e que as usinas Angra 1 e Angra 2 estão operando normalmente, sem quaisquer anormalidades.

“Embora a necessidade de evacuação no caso de uma emergência nas usinas seja bastante remota, a empresa ressalta que sua frota de ônibus e carros está abastecida e com plenas condições de atender ao Plano de Emergência Local e dar apoio ao Plano de Emergência Externo, no caso de qualquer eventualidade”, disse a empresa.

Balanço

Caminhoneiros ainda mantinham 554 pontos de bloqueio nas rodovias em decorrência da paralisação da categoria, segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), em  balanço das 22h de sábado (26). Segundo a PRF, a maioria dos bloqueios era parcial e sem prejuízo à circulação de veículos.

De acordo com a polícia, 625 pontos foram desbloqueados. Os caminhoneiros entraram domingo (27) no sétimo dia do movimento em defesa da redução do preço do óleo diesel e do fim da cobrança de pedágio de veículos que circulam com os eixos levantados.

A PRF informou ainda que, apesar das manifestações, há corredores para a circulação de transporte de animais vivos, gêneros alimentícios, equipamentos essenciais, medicamentos, combustíveis e outras cargas condideradas sensíveis.

Os policiais rodoviários federais garantem também que há apoio aos manifestantes durante as desmobilizações no intuito de garantir a segurança de todos os usuários das rodovias federais.

Decreto

O governo editou decreto, publicado em edição extra do Diário Oficial da União no sábado (26), que “autoriza a requisição de veículos particulares necessários ao transporte rodoviário de cargas consideradas essenciais pelas autoridades”.

O decreto autoriza o ministro da Defesa a determinar que servidores públicos habilitados, entre eles militares das Forças Armadas, requisitem e conduzam caminhões para realizar a entrega de cargas. Desde sexta (25), o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, já havia dito que a medida estava entre as cogitadas pelo Palácio do Planalto por causa dos bloqueios feitos pelos caminhoneiros nas estradas federais.

O ato foi assinado pelo presidente Michel Temer com base na Constituição, que no inciso XXV do Artigo 5º prevê que, “no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano”.

Fonte: O Sul

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