Michel Temer chama ex-ministro da Fazenda e discute medidas para conter greve de caminhoneiros

Temer discute com Meirelles alteração no PIS-Cofins. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Michel Temer chamou no domingo (27) ao Palácio do Planalto o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, pré-candidato do MDB à Presidência da República. Temer discute medidas para conter a greve dos caminhoneiros.

Entre as medidas em estudo pelo governo, está zerar o PIS-Cofins. O presidente estuda fazer um novo pronunciamento assim que fechar um novo acordo sobre o diesel, que é o que está em discussão no governo.

Protesto

Um grupo de motoristas de guincho protestou no domingo (27) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, pelo fim dos impostos que incidem sobre o diesel, entre eles o PIS/Cofins. Mais de 20 caminhões e outros veículos de apoio fizeram uma carreata em volta do Congresso Nacional.

Segundo um dos mobilizadores do movimento, a manifestação não ocorre somente em defesa dos caminhoneiros que paralisaram as atividades há sete dias, mas por toda a sociedade. “É uma mobilização para baixar os impostos, porque agora a luta não é mais pelos caminhoneiros, é pela nação mesmo. A gente está agora representando a população”, afirmou o guincheiro Tiago Félix.

Félix destacou que os manifestantes são autônomos e que o movimento não é ligado a nenhuma entidade do setor de transporte nem a partido político.

Petroleiros

No momento em que o governo federal negocia o fim da paralisação dos caminhoneiros, que entrou no domingo (27) no sétimo dia, os petroleiros organizam uma greve nacional “de advertência“. A paralisação de 72 horas será a partir da quarta-feira (30). A mobilização é liderada pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) e sindicatos filiados.

Os petroleiros preparam atrasos e cortes de rendição nas quatro refinarias e fábricas de fertilizantes: Rlam (BA), Abreu e Lima (PE), Repar (PR), Refap (RS), Araucária Nitrogenados (PR) e Fafen Bahia.

Nesta segunda-feira (28), a FUP e seus sindicatos promovem o Dia Nacional de Luta, com atos públicos e mobilizações. Em nota, a federação informou que a paralisação dos petroleiros pretende pressionar o governo federal a reduzir os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, também é uma manifestação contra a eventual proposta de privatização da Petrobras e a gestão do presidente da empresa, Pedro Parente.

“A greve de advertência é mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria”, diz o comunicado da FUP.

Fonte: O Sul

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