Pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro sugeriu que futuro presidente deve revogar punições a caminhoneiros

Bolsonaro argumentou ainda que “os responsáveis pela crise são ótimos para distribuir ministérios, estatais, diretorias de bancos que geram ineficiência do Estado e corrupção”. (Foto: Divulgação)

O pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro, do PSL, criticou a ação do governo na tentativa de encerrar a paralisação dos caminhoneiros. Pelo seu perfil no Twitter, Bolsonaro afirmou que um futuro presidente honesto e patriota deve revogar qualquer multa, prisão ou confisco a caminhoneiros que sejam determinados pelo presidente Michel Temer ou pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

No sábado (26), após reunião de Temer e mais oito ministros, o governo anunciou que aplicará multa de R$ 100 mil por hora a transportadoras que não voltarem ao trabalho. O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, porta-voz da decisão governamental, apontou, ainda, que foram requisitados mandados de prisão para alguns empresários suspeitos de estarem promovendo locaute (greve de empresas).

Mas a postagem da manhã deste domingo (27) não foi a primeira crítica feita pelo deputado federal do Rio de Janeiro à atuação do governo diante da crise gerada pela greve. Em outra mensagem, ele argumentou que “os responsáveis pela crise são ótimos para distribuir ministérios, estatais, diretorias de bancos que geram ineficiência do Estado e corrupção” e que a essa forma de governar “vem destruindo o Brasil”.

Eleição

A pouco mais de quatro meses da eleição presidencial, a desaprovação aos principais candidatos permanece estável e em níveis elevados. Isso é o que revela a pesquisa de maio do Barômetro Político Estadão-Ipsos, que todos os meses analisa a opinião dos brasileiros sobre personalidades do mundo político e jurídico.

Com exceção de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso e não deverá concorrer, as menores taxa de desaprovação são as de Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB). Ainda assim, os índices estão em patamar elevado, próximo a 60%.

No caso de Bolsonaro, seis em cada dez eleitores não aprovam seu desempenho, segundo a pesquisa. A taxa de aprovação é de apenas 23%. Os números são os mesmos do levantamento anterior, feito em abril.

Apesar de o Ipsos incluir o nome de presidenciáveis em sua pesquisa, ela não procura medir intenção de voto. O que os pesquisadores dizem aos entrevistados é o seguinte: “Agora vou ler o nome de alguns políticos e gostaria de saber se o (a) senhor (a) aprova ou desaprova a maneira como eles vêm atuando no País”.

Marina Silva tem desaprovação de 61%, segundo o Ipsos. A taxa oscilou um ponto porcentual para cima desde a pesquisa anterior. A vantagem da ex-ministra do Meio Ambiente é sua taxa de aprovação, de 30%, mais alta que a dos adversários com chances de concorrer.

Avaliação

A desaprovação ao ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles é de 61%, e a aprovação, de apenas 7%. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, citado como possível substituto de Lula como candidato do PT, tem números semelhantes: 61% e 5%, respectivamente. Tanto Meirelles quanto Haddad ainda são relativamente pouco conhecidos: cerca de um terço dos eleitores afirma não saber ou não conhecê-los o suficiente para opinar.

O Sul

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores. Deixe seu Comentário!