Prefeito tem veto derrubado na Câmara

Créditos: Clicjm

O veto total do prefeito Valdir Heck foi derrubado, na noite de ontem, na Câmara Municipal, com 13 votos favoráveis, 1 contrário e 1 em branco. O veto refere-se ao projeto de lei protocolado pelo vereador Adalberto Noronha (PT), que obriga estabelecimentos públicos e privados a inserir, nas placas de atendimento prioritário, o símbolo mundial de conscientização dos Transtornos do Espectro Autista (TEA).
Conforme destacou o proponente, a própria assessoria jurídica da Casa confirmou a legalidade do projeto. Diferente da assessoria jurídica do poder Executivo, que alegou vício de origem na proposta – ou seja, o projeto deveria ter sido encaminhado pela administração.
Foi com base no parecer na Câmara Municipal que o líder da bancada do PDT, Darci Pretto da Silva, defendeu a ideia. Primeiro, segundo ele, pela relevância social e, segundo, por não ver ilegalidade.
César Busnello, do PSB, chegou a dizer que a iniciativa já deveria ter sido tomada pelo Executivo. Junior Piaia (PCdoB) destacou que a proposta vem no sentido de minimizar a dificuldade dos autistas que, conforme lembrou o vereador do Progressistas, Jorge Amaral, representam 70 milhões de pessoas em todo o mundo e cerca de 2 milhões no País.
Uma moção de apoio ao movimento nacional dos caminhoneiros acabou gerando debates na tribuna. A proposta foi oficialmente assinada pelos vereadores Alexandra Lentz (PDT), Claudiomiro Pezzetta (PDT), Darci Pretto, Edemilson Mastella (PDT), João Monteiro (PDT), Marcos Barriquello (PDT), Marildo Kronbauer (PDT) e Andrei Cossetin (Progressistas), mas recebeu apoio dos vereadores Adalberto Noronha, Junior Piaia, César Busnello e Jeferson Dalla Rosa (PSB).
As declarações geraram, inclusive, um novo desentendimento entre Jorge Amaral – que questionou o modelo de Estado que queremos, inchado, corrupto e gerando cabide de empregos nas estatais – e Darci Pretto da Silva – que disse que o colega era um privativista nato, defensor do estado mínimo e do capitalismo.
Reclamações ligadas ao poder público pautaram os espaços do Pequeno e Grande Expediente. Dalla Rosa, por exemplo, disse que não é mais possível aceitar a má qualidade dos serviços públicos – e sugeriu a criação de uma Comissão Especial para fiscalizar as obras públicas. Ele destacou que já recebeu denúncias quanto à má colocação do piso na creche do bairro Thomé de Souza e falou sobre a má situação da Rua Carlos Zimpel, que foi patrolada. “Está intrafegável. Se é para fazer mal feito, que não faça. É desperdício de dinheiro público”, disse.
Marildo Kronbauer, o Mutly, agradeceu o serviço de desobstrução da calçada na Rua Carlos Erig pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Obras e Trânsito. Mas lamentou que o diretor-presidente do Demasi, Ênio dos Santos, não tenha entrado em contato ou comparecido às obras que fez referências nas últimas sessões da Câmara. Ele citou o serviço mal feito nas ruas Tiradentes e Ernesto Alves.
Adalberto Noronha citou a má condição das estradas na Linha 6 Leste, enquanto que o vereador César Busnello falou que, desde 2012, moradores aguardam soluções para o canal da Rua Pinheiro Machado, que está cedendo. “Falta eficiência na prestação do serviço público. Há demora, e quando o poder público faz, faz mal”, afirmou. Ele disse que o gestor municipal tem dado prioridade a rótulas mal feitas e a um canteiro que prejudica a acessibilidade, na Praça da República.
Junior Piaia destacou que sabe que nem tudo depende dos gestores. E citou como exemplo a liberação de uma agroindústria no município, cujo projeto está nas mãos do jurídico. Mas reforçou que é necessário debater sobre a situação das estradas e do orçamento municipal – já que, de um orçamento de R$ 247 milhões, Ijuí tem uma capacidade de investimento de R$ 8 milhões.

Fonte: Clicjm

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