Seis centrais garantem apoio a greve dos petroleiros, a partir desta quarta

Lideranças reiteraram a relevância da Petrobras na economia nacional e o papel estratégico da estatal

A paralisação de 72 horas a ser deflagrada a partir de amanhã pelos petroleiros recebeu, nesta terça-feira (28), apoio de seis entidades sindicais: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central e Central dos Sindicatos do Brasil (CSB) .

Com críticas ao governo federal e apoio à paralisação dos caminhoneiros, mesmo após acordo no último domingo, os líderes das centrais sindicais reiteraram a relevância da Petrobras na economia nacional e o papel estratégico da estatal.

“A Petrobras é uma das mais importantes empresas dos brasileiros com um incomensurável papel na economia do país, considerando-se tanto na área de investimentos como no processo de valor dos combustíveis. É importante proteger e desenvolver o papel estratégico das empresas públicas – Petrobras, sistema Eletrobras e bancos públicos, entre outros – para a promoção dos desenvolvimentos econômico e social.”

No comunicado, as entidades sindicais também dizem que no próximo dia 6, às 10h, no Sindicado dos Químicos, em São Paulo, um encontro de lideranças debate uma agenda da classe trabalhadora com propostas para discussão durante a campanha eleitoral.

O documento é assinado pelos presidentes Vagner Freitas (CUT), Paulo Pereira da Silva, Paulinho da Força (Presidente da Força Sindical), Ricardo Patah (UGT), Adilson Araújo (CTB), José Calixto Ramos (Nova Central) e Antonio Neto (CSB).

Foco no RS é a Refap
No Rio Grande do Sul, a mobilização é intensa junto à sede da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), entre Canoas e Esteio, na região Metropolitana de Porto Alegre, desde a semana passada. Nos últimos dias, ocorreram paradas momentâneas e vários atos na região. Ao longo desta terça, junto com grupos de trabalhadores, foram feitos pronunciamentos e integrantes de outros sindicatos e também de partidos políticos, como o PSTU.

A manifestação é contra a gestão atual da Petrobras e pede a demissão do presidente da estatal, Pedro Parente. De acordo com o Sindicato dos Petroleiros no Rio Grande do Sul, serão mantidas 30% das atividades.

Em discursos, os manifestantes pediam hoje a realização de uma greve geral contra a presidência da República, a revogação da reforma trabalhista e a valorização da Petrobras, que dizem estar em processo de desmonte.

Em função do protesto que ocorreu na noite dessa terça-feira, em que manifestantes interromperam a passagem de caminhões com combustível e romperam as mangueiras de três veículos, o reforço no acesso ao local foi intensificado pela área da segurança.

Segundo o comandante de policiamento metropolitano, coronel Otto Amorim, a atuação vai ser “proporcional a manifestação”. Ele destacou que a mobilização que ocorreu de ontem resultou ainda em danos a dois carros da Brigada Militar e de moradores da região, que tiveram pneus furados por miguelitos deixados na via.

Fonte: Agência Brasil

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