Rodovias federais não têm mais nenhum ponto de concentração de caminhoneiros

Polícia Rodoviária Federal reforçou a segurança nas estradas durante a greve. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil).

Atualização divulgada às 12h desta quinta-feira (31) pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública diz que não há mais pontos de concentração de caminhoneiros em rodovias federais. As informações são da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que monitora a situação das estradas no País e os pontos de bloqueio e manifestações de caminhoneiros.

Segundo a corporação, não há mais aglomeração de pessoas ou veículos perto de rodovias federais ou “qualquer anormalidade no fluxo de veículos”. Não há, contudo, acompanhamento de possíveis protestos em estradas estaduais.

No último balanço da situação das rodovias federais, divulgado às 11h, ainda existiam nove pontos de concentração. Destes, seis eram em Santa Catarina, dois no Rio Grande do Sul e um no Ceará.

Na atualização divulgada no início da manhã desta quinta, o Ministério da Defesa ainda contabilizava 65 pontos de concentração de caminhoneiros. Pelos cálculos do governo, no auge da crise, chegou a haver mais de 600 pontos de manifestação.

O acordo com entidades representativas dos caminhoneiros foi fechado no dia 27. Mas, ainda assim, caminhoneiros mantiveram protestos em diversos locais do País. Líderes de entidades, como a Associação Brasileira dos Caminhoneiros, e apurações feitas pelo governo apontaram a presença de infiltrados no movimento.

Prisão

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, confirmou que nesta quinta-feira houve a primeira prisão de empresário suspeito de interferir na paralisação dos caminhoneiros. Ele teria incentivado o locaute, quando patrões influenciam greve de trabalhadores na tentativa de obter vantagens, prática proibida no País.

As primeiras informações são que o transportador, detido no Rio Grande do Sul, teria ameaçado motoristas nos bloqueios em rodovias do Estado. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão nas cidades de Vila Real e Caixas do Sul, a cerca de 100 quilômetros de Porto Alegre. Também foi cumprido mandado de prisão na cidade de Xangri-Lá, no Litoral Norte do Estado.

Em entrevista coletiva, Etchegoyen reiterou a disposição do governo em manter o diálogo e lamentou a violência que provocou a morte de um motorista em Rondônia. Ele foi atingindo por uma pedra após passar por um bloqueio de manifestantes. Etchegoyen concedeu entrevista após reunião no Palácio do Planalto, no gabinete de monitoramento da greve dos caminhoneiros.

As manifestações associadas à paralisação impactaram em todo Brasil. Houve problemas de abastecimento de combustíveis, alimentos, medicamentos e outros produtos. Também foi afetado o funcionamento de empresas, colégios, hospitais, portos e aeroportos. O presidente Temer anunciou um acordo com os caminhoneiros, incluindo vários pontos, entre eles, a redução em R$ 0,46 no preço do litro do diesel durante 60 dias.

Paralelamente, a FUP (Federação Única dos Petroleiros) orientou a categoria a suspender o movimento, deflagrado ontem, e denominado “greve de advertência” por 72 horas.

O Sul

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

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