Para todos os gostos

Com uma canetada, o governo do Estado liquidou com a Fundação de Ciência e Tecnologia, responsável pelos estudos que levaram à criação da Refinaria Alberto Pasqualini e do Polo Petroquímico. (Foto: Divulgação)

O MDB não encontrou entre seus integrantes históricos quem tenha fôlego ou se disponha a disputar a presidência da República. Optou por Henrique Meirelles, cuja carreira começou no PSDB em 2002, elegendo-se deputado federal por Goiás. Logo após assumir, deixou de ser tucano, aceitando convite do presidente Lula. Presidiu o Banco Central com aplausos do PT. Em 2011, rejeitado pela presidente Dilma Rousseff, entrou no PSD. Há dois meses, assinou ficha no MDB.

Não surpreende. O partido segue sendo uma mistura de liberais centristas, esquerdistas de todas as tendências, conservadores e populistas de várias origens. Dessa salada de frutas, emerge Meirelles.

A única certeza

Independente do resultado da eleição presidencial, o MDB permanecerá no poder. Se não vencer nas urnas, será chamado. É a tradição desde 1994.

Nova situação

O governo precisa ter clara visão dos obstáculos. Um deles: agora, sobram caminhões e faltam cargas no País. A frota, inflada após subsídios do governo e recessão, provocou ociosidade e desemprego ao setor. Que as circunstâncias não sirvam de motivo para mais uma greve.

Modelo tradicional

Foi mais um final de semana com encontros de partidos, buscando acertar coligações. Não tocaram em ideários comuns e afinidades de doutrinas. As conversas giraram em torno do toma lá dá cá. Vale apenas a regra da conversão de votos em cargos no caso de vitória.

Falta de senso

Com uma canetada, o governo do Estado liquidou com a Fundação de Ciência e Tecnologia, responsável pelos estudos que levaram à criação da Refinaria Alberto Pasqualini e do Polo Petroquímico. Na área de pesquisa e desenvolvimento, viabilizou a utilização do carvão gaúcho e o desenvolvimento da indústria de móveis.

Conhecimento desprezado

Sem a Cientec, que era o laboratório oficial do Estado, desaparecem os investimentos e conhecimentos acumulados ao longo de 76 anos nas áreas de Química, Geotecnia, Alimentos, Tecnologia Metal-Mecânica, Engenharia de Processos, Eletroeletrônica e de Edificações, Materiais de Construção Civil, Incubadoras e Extensão Tecnológica.

Deu-se mal

A senadora Kátia Abreu concorreu ontem ao mandato tampão do governo de Tocantins pelo PDT e ficou em quarto lugar. O resultado enfraquece a carreira trepidante iniciada em 1995 no PPB. Três anos depois, passou para o PFL. Em 2011, entrou no PSD. Seguiu para o PMDB do qual foi expulsa em 2013 por ter votado contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Há dois meses, tornou-se trabalhista. O carrossel partidário cansou a paciência dos eleitores.

Como ficará

Ocorre, hoje pela manhã, a terceira reunião da Comissão Especial da Câmara Municipal, criada para analisar a revisão de valores do Imposto Predial e Territorial de Porto Alegre (IPTU).

O Executivo alega que imóveis terão reduções e outros, aumentos. A maioria dos vereadores exige um simulador para entender como ficará. Sem isso, o projeto não andará.

Por onde andam

Não se pode dizer que a Câmara dos Deputados não esteja extremamente preocupada com os problemas do país. O primeiro item da agenda de hoje prevê sessão solene em homenagem ao Dia do Bumba Meu Boi.

Há 25 anos

Os tempos eram outros: a 4 de junho de 1993, o presidente Itamar Franco determinou a suspensão do empréstimo de 115 milhões de dólares do BNDES ao governo do Peru para um projeto de irrigação que seria executado pela Construtora Odebrecht.

Depende do ângulo

A frase do cronista Fernando Sabino define a crise atual: “No fim, tudo dá certo. Se não der é porque ainda não chegou ao fim.”

Armando BurdColunistas

Fonte: O Sul

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