Justiça afasta prefeito do município do Braga por suspeita de corrupção

A Procuradoria de Prefeitos e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumprem, nesta sexta-feira, 9 de agosto, o mandado judicial de suspensão do exercício do cargo do prefeito do município de Braga pelo prazo de 180 dias.

De acordo com o Ministério Público do RS o afastamento temporário do político se deve em virtude de uma investigação de atos de corrupção envolvendo o prefeito e empreiteiros de São Leopoldo. Também são cumpridos dez mandados de busca e apreensão, nas cidades de Braga, Porto Alegre, Ijuí e São Leopoldo. As apreensões de equipamentos eletrônicos e documentos ocorrem na sede da Prefeitura de Braga (incluindo-se o Gabinete do Prefeito e o Departamento de Licitações), em seis residências (uma em Braga, duas em Porto Alegre, duas em São Leopoldo e outra em Ijuí), na Superintendência de Licitações e Contratos e Superintendência Jurídica da Corsan, na Capital, na sede das construtoras e num escritório de contabilidade.

Conforme o MP, em investigações lideradas pelo promotor de Justiça Heitor Stolf Júnior, o prefeito teria solicitado dinheiro aos empresários investigados. Além disso, teria ocorrido direcionamento de edital de licitação para a contratação de empresa para a construção da rede coletora de esgoto na cidade. A concorrência, ocorrida em dezembro de 2017, ainda não finalizada.

Os empresários em questão foram presos preventivamente em fevereiro deste ano pela Operação Água, realizada pelo Gaeco – Núcleo Região Metropolitana e Taquari. As investigações são relativas a fraudes cometidas em licitações do Semae, de São Leopoldo.

Fonte: Ministério Público do RS

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