setembro verde HCI

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O Hospital de Caridade de Ijuí(HCI), busca a excelência no atendimento hospitalar de pacientes e familiares no processo de doação de órgãos para transplantes. Na última sexta-feira, a coordenadora da Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), enfermeira Alexandra Schmidt, esteve em Porto Alegre, no plenarinho da Assembleia Legislativa.

Na ocasião palestraram os Coordenadores das Centrais de Transplantes dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná: “cases de sucesso, desafios e aprimoramentos necessários dos Planos Estaduais de Doação de Órgãos”.

” O encontro foi promovido pela comissão de Saúde e pela Frente Parlamentar de Estímulo à Doação de Órgãos, presidida pelo deputado estadual Fábio Branco. Na abertura, ele fez um relato da importância de falar sobre doação de órgãos e também da abertura do mês Setembro Verde, com atividades em todo pais para incentivo a doação de órgãos, explica a coordenadora da CIHDOTT do HCI.

Na sequência a coordenadora da Central de Transplantes do Rio Grande do Sul, Sandra Coccaro, que assumiu o cargo no mês de agosto, levou a conhecimento o desafio de levar o Rio Grande do Sul a destaque nesta área, dentre as ações pretendidas estão à criação de um comitê estadual de transplantes, com reuniões periódicas, com a experiência de representantes de todo o estado. Nos gráficos apresentados destaca o número de não doações, e a necessidade de rever os fatores modificáveis, bem como mostra que o número de transplantes é crescente no RS.
“O grande objetivo, com certeza, é motivar a sociedade gaúcha para a doação”, ressaltou Sandra.

Em Santa Catarina ocorre 30% de negativas após entrevista para doação de órgãos, enquanto aqui no RS está em 68%. Segundo Joel Cardoso da Central Catarinense, o foco para o bom resultado é embasado em treinamentos constantes, realização procedimento operacional padrão (POP), para todos os procedimentos, direcionando e estabelecendo rotinas uniformes para a realização dos mesmos. Com equipes de altíssimo nível, reforça a importância dos médicos intensivistas e dos profissionais da enfermagem para a realização deste processo.

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O exemplo do Paraná também foi trazido pela coordenadora da Central de Transplantes, médica Arlene Badoch., onde o Estado é o único do Brasil a concluir e aprovar um Plano Estadual de Doação e Transplantes, com planejamento até 2022. Tudo é controlado em uma Sala de Situação, que monitora o Estado 24 horas por dia. Em janeiro, o Paraná atingiu o índice de 50,9 doações por milhão de população (pmp). A média brasileira é de apenas 17 pmp doações efetivas.
“Nesses últimos anos avançamos em planejamento, reestruturamos o organograma, os recursos humanos e inovamos nos processos de trabalho. O importante é criar a cultura”, explica Arlete.

A troca de experiências, relatos de ações bem sucedidas em SC e PR, motivam os hospitais gaúchos a realizar mais ações na área de doação de órgãos e modificar o atual cenário. Em 2019, a equipe do Hospital de Caridade de Ijuí(HCI) fez o acompanhamento de 8 pacientes com diagnóstico de morte encefálica, e resultou em uma única doação, que contribuiu para a vida de seis pessoas. Desta forma em Setembro, mês que incentiva a doação de órgãos, as campanhas de conscientização aumentam em todo o país. No Brasil para ser doador basta avisar a família.

” Neste sentido reserve a data de 25 de Setembro para o nosso V Fórum de Doação de Órgãos, que será realizado no auditório do HCI, bem como estaremos realizando uma ação na praça da república de conscientização da população”, disse a enfermeira Alexandra Schmidt.

Fonte: HCI

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