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Missão da Anvisa vai inspecionar laboratórios de vacinas na China

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Foto: Marcelo Camargo/ABr
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Brasileiros vão visitar os laboratórios da Sinovac e da Wuxi Biologics

Uma missão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai inspecionar empresas envolvidas em pesquisas de vacinas para o combate à Covid-19. Entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro, representantes da agência reguladora vão avaliar as condições dos laboratórios da Sinovac e da Wuxi Biologics.

A viagem vai buscar analisar se as empresas cumprem os requisitos necessários para o registro de vacinas caso as pesquisas em desenvolvimento indiquem a eficácia e os responsáveis queiram comercializar os remédios no Brasil.

A Sinovac desenvolve a vacina Coronavac em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo. No mês passado, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou a aquisição de 46 milhões de doses. No dia seguinte, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo federal não vai comprar a “vacina chinesa” enquanto ela não tiver eficácia garantida.

Nesta semana, a Anvisa anunciou a interrupção dos testes com a Coronavac alegando a existência de um evento adverso, no caso a morte de um voluntário no estudo. Contudo, o Instituto Butantan afirmou que o falecimento não teve relação com a vacina, o que gerou reações de políticos e pesquisadores sobre a atuação da Anvisa. Os testes tiveram a retomada autorizada pela Anvisa ontem.

A Wuxi Biologics fabrica insumos para a vacina de Oxford, nome dado para o tratamento que também está em fase de testes e é desenvolvido por um consórcio formado pela instituição de ensino britânica e pelo laboratório Astrazeneca. O governo brasileiro, mesmo antes da conclusão das pesquisas e comprovação da eficácia, firmou acordo com o grupo responsável para adquirir insumos para a fabricação da vacina no país, tarefa que vai ficar a cargo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Leia também:  Mundo: Desaba na China hotel que abrigava pessoas em quarentena por coronavírus

Na semana passada, a Fiocruz informou que vai submeter à Anvisa documentos para a avaliação dos testes realizados pela Astrazeneca e pela equipe de pesquisadores da Universidade de Oxford envolvida no desenvolvimento da vacina. A expectativa da Fiocruz é começar a produzir doses da vacina em janeiro do ano que vem.

FONTE: Agência Brasil

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Mundo

Terremoto na Indonésia deixa pelo menos 35 mortos

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Milhares de pessoas tiveram que deixar suas casas após o tremor na ilha de Sulawesi Foto: Pixabay
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Um terremoto de 6,2 graus de magnitude atingiu nesta sexta-feira (15) a ilha de Sulawesi, na Indonésia. Pelo menos 35 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, segundo o governo local.

Milhares de pessoas tiveram que deixar as suas casas após o tremor. O governo do país afirmou que dezenas de residências, dois hotéis e um prédio público ficaram severamente danificados.

O epicentro do terremoto ocorreu a 18,4 quilômetros de profundidade e a seis quilômetros da cidade de Majene, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que monitora a atividade sísmica pelo mundo.

A agência meteorológica da Indonésia alertou para o risco de tremores secundários, fortes o suficiente para produzirem um tsunami. O país localiza-se na região conhecida como Círculo de Fogo do Pacífico, com intensa atividade sísmica devido ao encontro entre placas tectônicas.

O Sul

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Mundo

Americanos devem começar, na terça, a tomar vacina da Pfizer

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Foto: BioNTech/Divulgação
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Decisão da FDA (Food and Drug Administration) é para uso emergencial. Profissionais de saúde devem ser os primeiros imunizados contra a Covid

A FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora dos Estados Unidos, emitiu nessa sexta, a autorização de uso de emergencial para a vacina da Pfizer contra a Covid-19. A decisão define o cenário para que os primeiros americanos sejam imunizados fora dos testes clínicos, já na segunda ou terça-feira, com profissionais da saúde entre os primeiros da fila.

A liberação rápida da vacina era amplamente esperada depois que um painel de conselheiros especialistas do FDA na quinta-feira endossou o uso de emergência para ajudar a conter uma pandemia que já matou mais de 285 mil pessoas nos país.

A Pfizer pediu que a vacina, desenvolvida com a parceira alemã BioNTech, seja aprovada para uso em pessoas de 16 a 85 anos de idade.

As empresas disseram no mês passado que um regime de duas doses da vacina se mostrou 95% eficaz na prevenção da Covid-19. Dados detalhados divulgados em documentos da FDA antes da reunião do painel consultivo mostraram que a vacina começou a proteger os receptores antes mesmo de eles receberem uma segunda dose.

O Reino Unido aprovou a vacina Pfizer/BioNTech na semana passada e iniciou um programa de imunização em massa na terça-feira. O Canadá também autorizou a vacina com inoculações previstas para começar na próxima semana.

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Mundo

Primeira vacina no mundo contra todos os vírus da gripe é criada

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© Foto / Rodrigo Nunes / Divulgação / Ministério da Saúde
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Cientistas norte-americanos revelaram os resultados de testes clínicos preliminares da vacina universal contra gripe, a primeira no mundo. O artigo foi publicado na revista Nature Medicine.

Pesquisadores do Hospital Mount Sinai em Nova York (EUA) realizaram os testes clínicas preliminares da primeira vacina contra uma ampla variedade das estirpes e tipos do vírus da gripe, publicando os resultados do estudo na Nature Medicine.

A nova vacina foi produzida na base da chamada hemaglutinina quimérica (HA), isto é, uma proteína híbrida criada ao juntar genes diferentes, sendo capaz de eliminar a necessidade da revacinação anual.

As vacinas contra a gripe existentes induzem anticorpos neutralizantes dirigidos contra um domínio especial da HA, ou seja, uma proteína na superfície do vírus que ajuda o patógeno a interagir com os receptores da célula, invadindo a mesma. No entanto, este domínio é capaz de sofrer mutações, o que, consequentemente, produz novas estirpes imunes a todas as vacinas existentes.

A vacina quimérica proposta tem como alvo outro domínio da hemaglutinina, que é menos suscetível a mutações, e isso permite neutralizar várias estirpes de vírus.

Durante os testes clínicos da fase 1, com participação de 65 voluntários norte-americanos, os cientistas avaliaram a segurança e a imunogenicidade da vacina. Segundo os resultados, ela pode provocar uma resposta imune forte, que se mantém por pelo menos 18 meses.

Além disso, em comparação com as vacinas comuns utilizadas cada ano, a concentração de anticorpos induzidos pela vacina foi maior, sendo também dirigidos contra várias estirpes do vírus. Agora os cientistas planejam continuar seu estudo, contribuindo para criação de uma vacina universal contra a gripe.

//Sputniknews

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