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Senadores cobram ações de assistência e segurança para caminhoneiros

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Agência Senado

Responsáveis pela maior parte do transporte de cargas e mercadorias nas rodovias, caminhoneiros têm relatado grandes dificuldades para fazer chegar os produtos básicos à mesa do brasileiro em função da restrição de atividades e serviços imposta em vários estados. Em seu perfil nas redes sociais, o senador Paulo Paim (PT-RS) relatou problemas como restaurantes fechados nas estradas e falta de apoio nos postos que assegurem a manutenção do transporte de cargas.

“Os trabalhadores pedem socorro. Entre eles, os caminhoneiros que transportam o Brasil nas costas. O coronavírus agravou a situação: comércio fechado nas estradas, postos cobrando caro e restringindo o acesso. Como os alimentos chegarão aos supermercados e na mesa do brasileiro?”, questionou.

Paim informou que apresentou um projeto para que o governo assegure as condições básicas para atuação desses profissionais (PLP 37/2020).

“Apresentei proposta para garantir aos caminhoneiros infraestrutura nas rodovias e estradas: pontos de apoio, locais de descanso, restaurantes para refeições, segurança sanitária. A ideia é também disciplinar a jornada de trabalho. Meu total apoio e solidariedade”, acrescentou.

O motorista Antônio Rivaldo Bezerra Júnior transporta grãos entre os estados de Tocantins, Maranhão, Paraíba e Ceará. Na estrada desde o final de fevereiro, ele informou que o cenário se agravou nessas duas últimas semanas. Entre os problemas citados pelo profissional está a falta de apoio nos postos que não oferecem produtos básicos de higienização e cuidados como álcool em gel, banheiros e produtos de limpeza e a inexistência desse suporte nos pontos onde há carregamento e descarregamento de cargas. Restaurantes, borracharias e até mesmo fazendas e locais para abastecer o caminhão e transportar os produtos estão fechando em razão do novo coronavírus.

— A gente não tem mais onde comer. Quem tem uma cozinha no caminhão, onde consegue encontrar um supermercado, se encontrar, faz uma feira, coloca na sua caixa de cozinha e vai se virando na estrada. Mas quem não tem cozinha, não sei nem como está fazendo. Porque você não encontra mais restaurante aberto. Não encontra borracharia. As farmácias já não têm mais álcool em gel e máscara para vender. As empresas não oferecem também esses itens. E em muitas situações, ficam 300, 400 caminhoneiros desprotegidos, em um único ponto, aguardando o carregamento ou descarregamento, todos aglomerados. Um grande risco. Não temos assistência de nada — afirmou.

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O senador Major Olimpio (PSL-SP) fez um apelo para que os comércios nas estradas se mantenham abertos e que a população possa oferecer apoio a essa categoria. Ele citou exemplos de outros países, como na Alemanha, onde moradores deixam alimentos em alguns pontos das rodovias. O senador também sugeriu que os caminhoneiros fiquem isentos da taxa de pedágio cobrada por concessionárias em alguns estados.

“Nós precisamos dar condições para os caminhoneiros. Eles nunca puderam parar, e precisam de nós. Nossa mobilização não vai parar! É preciso que reduza ou os isente dos valores de pedágios. Propus isso, além de ponto de apoio em todas as praças, com banheiros e álcool em gel”, defendeu em suas redes sociais.

O caminhoneiro Antônio Rivaldo alertou ainda que, em razão da falta de estrutura e logística, muitos profissionais estão encostando seus caminhões ou retornando para suas casas. Ele teme que a demora na assistência leve a uma paralisação total da atividade, refletindo na renda dessas profissionais e no colapso no abastecimento de insumos no Brasil como combustível, gás, alimentos e medicamentos. “A dificuldade é grande. A maioria dos motoristas, quem ainda está conseguindo carga, está carregando para casa porque está difícil trabalhar na estrada. E a tendência é essa. Todo mundo encostar. Aos poucos isso está acontecendo”, avaliou.

Apoio

Durante reunião com secretários de transporte dos estados nesta semana, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, informou que o governo está atento às demandas da categoria. Segundo ela, as ações da pasta estão sendo direcionadas para a assistência aos caminhoneiros oferecendo todas as condições para que eles mantenham suas atividades com segurança e saúde.

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— A gente tem uma preocupação com os caminhoneiros, que são fundamentais para o agronegócio. Nós não conseguimos rodar sem eles. Nossa preocupação é que eles tenham pontos para abastecer, para comer, postos que possam atender quem tiver problemas de saúde —, enfatizou a ministra.

Ela ressaltou ainda a importância de manter os corredores de escoamento operando e uma atenção às linhas privadas que transportam trabalhadores do agronegócio.

De acordo com o senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS), os motoristas serão incluídos na campanha de vacinação contra três vírus (H1N1, H3N2 e Influenza B). Além disso, informou, o Serviço Social do Transporte (Sest Senat) realizará ações de assistência a esses profissionais em vários pontos no país.

“A partir de agora, os Centros de Atendimento ao Usuário fornecerão equipamentos de proteção individual (EPI) para os motoristas, incluindo máscaras e luvas, que serão distribuídos nas concessionárias e postos do Sest Senat no país”, destacou no twitter.

Estados

Para reforçar o apoio aos caminhoneiros, governadores como o da Bahia, Rui Costa e do Maranhão, Flávio Dino, publicaram decretos para manter os comércios, restaurantes, postos, farmácias e borracharias em pleno funcionamento nas estradas.

Já o senador Lasier Martins (Podemos-RS) solicitou ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que o estado também altere o texto do decreto estadual de calamidade pública para manter abertas as oficinas mecânicas e lojas de peças voltadas a caminhões.

“O governador me prometeu ajustar o decreto de modo a garantir o funcionamento desses estabelecimentos neste momento de extrema necessidade para impedir qualquer transtorno na distribuição de artigos de primeira necessidade”, informou.

Fonte: Agência Senado

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Prefeito de Não-Me-Toque vai liberar abertura do comércio a partir do dia 1°

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Fotos: Tanisa Moura - Rádio 90.9 FM

Município passa por isolamento social por conta da pandemia de coronavírus

O Prefeito de Não-Me-Toque, Pedro Paulo Falcão da Rosa, anunciou que já planeja a reabertura do comércio local.

As atividades econômicas, restritas em razão do combate ao coronavírus, poderão ser retomadas a partir da quarta-feira (1°), desde que os estabelecimentos sigam as normas de prevenção ao coronavírus.

A medida atende a reivindicação da classe empresarial, tendo em vista que uma carreata a favor da abertura do comércio foi marcada para a tarde deste sábado (28), ato que foi cancelado logo após a coletiva realizada durante a manhã na prefeitura.

O prefeito não-me-toquense disse, contudo, estar aguardando um novo decreto do Governo do Estado para servir de embasamento na elaboração do documento mais flexível.

Na terça-feira (24) passada, o prefeito decretou calamidade pública e isolamento social por conta do coronavírus. Além disso, estabeleceu toque de recolher para a noite de sexta-feira (27) até o começo da manhã de domingo (29).

Ao lado do prefeito, participaram da coletiva o secretário municipal de Saúde, Marco Antônio Costa, o presidente da Câmara de Vereadores, Everaldo Quadros de Moura, e o representante da Associação Comercial e Industrial (Acint) de Não-Me-Toque, Marcos Petry, que pediu apoio da população ao comércio do município.

Em Carazinho, o decreto que determinou o fechamento do comércio e outras medidas restritivas chegou a sua primeira semana de vigência nesta sexta-feira (27) e tem validade de mais sete dias.

O Prefeito carazinhense Milton Schmitz, afirmou que o decreto seguirá em vigor, ao menos, até a próxima segunda-feira (30), quando uma reunião do comitê de combate ao Coronavírus da cidade será realizada para discutir o assunto.

Fonte: Diário da Manha

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Infectado por coronavírus não precisa de atestado

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Trabalhadores infectados ou que tenha tido contato com pessoas infectadas pelo coronavírus não vão precisar apresentar atestado médico no trabalho.

A proposta foi aprovada pela câmara dos deputados e agora precisa do aval dos senadores para valer na prática. O texto garante o afastamento sem atestado por sete dias, mas obriga o trabalhador a informar sobre a condição ao empregador imediatamente.

A medida só vale no período em que durar a situação de emergência pública decretada pela pandemia do coronavírus.  Após os sete dias sem atestado, o trabalhador deverá apresentar uma justificativa válida para o afastamento, um atestado médico ou qualquer documento do sus ou regulamentado pelo ministério da saúde comprovando a necessidade de isolamento.

A medida passa a valer apenas após a validação do senado e a sanção presidencial.

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Prefeito de município do Piauí morre vítima do coronavírus; é a primeira morte no estado

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Prefeito de São José do Divino, Antonio Nonato Lima Gomes (Foto: Divulgação/ Prefeitura de São José do Divino)

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) confirmou neste sábado, dia 28, a primeira morte pelo novo coronavírus no Piauí. O paciente que morreu por conta da Covid-19, doença causada pelo vírus, foi o prefeito de São José do Divino, Antônio Nonato Lima Gomes. Ele morreu na madrugada dessa sexta-feira, dia 27, no Hospital Municipal Dr. José de Brito Magalhães, em Piracuruca.

De acordo com o a Sesapi, o Lacen liberou hoje os exames do prefeito que testaram positivo para o novo coronavírus, Antônio tinha 57 anos e chegou a ser atendido no hospital, mas não resistiu. Ele tinha histórico de diabetes e teve uma evolução rápida da doença.

Fonte: O Diario

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